Após um anúncio na televisão de que tinham sido distribuídos 200 000 computadores, ao abrigo de programas subsidiados e sabendo os Portugueses quem tem acesso aos concursos públicos, por quem e como eles são geridos, vem um prémio atribuível ao governo Sócrates:
A Secla, empresa fundada em 1944, vai fechar.
Ora, uma pequena reflexão diz-nos que se trata de uma empresa com um passado irrepreensível, a qual, longe de produzir algo que os outros já fizeram, sempre pugnou por inovar. Cito como exemplo o modelo Antoinette da ceramista Hansi Stael, que esteve em Portugal vários anos e trabalhou para a referida empresa. Deu origem entre outros à lavadeira, cuja imagem se pode ver abaixo, e que me orgulho de possuir, entre outras peças da prestigiada cerâmica.

vejam este
link para terem uma ideia do que é a Secla.
Como outras, sob a pressão da concorrência estrangeira, trabalhando com qualidade e sem mercados enormes à partida que lhe permita rentabilizar investimentos, entrando o produto estrangeiro de parte terceira, leia-se chinês, nem sequer é da Comunidade Europeia, barato, não aguenta. Mas não há que ligar ao estoiro da economia Nacional. Pode-se continuar a carregar com impostos a Nação e as empresas que a fazem viver, já quase só restam as comerciais de capital estrangeiro que já compraram o que havia para comprar, porque as criadoras de riqueza já arriaram a carga como os bois quando o carro já não é suportável.
Os concursos públicos são na sua maioria uma lista de marcas e tipos, feitos para que alguém, encostado ao aparelho de estado tenha um lucro fácil e rápido. Uma queixa neste sentido efectuada à autoridade da concorrência (sim, escrevo em pequeno) se bem que confirmadamente recebida não teve sequer direito a resposta, apesar dos seus correligionários garantirem que tudo vai de vento em popa, e que a máquina está bem oleada (de facto está, para o fim em vista).
De que está à espera Sr. Primeiro Ministro para se demitir? Eu tenho vergonha de ser Português. Portugal já foi uma grande Nação, e Vª Exª, bem como os (des)governos que o precederam, alguns tendo mesmo primeiros-ministros que fugiram do País, destroem a Pátria abrindo as fronteiras aos vândalos e distribuindo benesses aos corruptos. Ao mesmo tempo atiram poeira aos olhos do povo distribuindo bolos a quem necessita de pão.
Sr. Primeiro-Ministro: Nunca vivi tão mal em Portugal como vivo agora, nem no tempo do Dr. Salazar. Vá lá, dê o exemplo, e olhe que eu sou daqueles das tecnologias de ponta, algo conhecido lá fora, e ignorado cá no burgo, e permita-nos eliminar os incompetentes que Vª Exª e os que o precederam têm no aparelho de estado, vendem o País ao estrangeiro a cada curva do caminho e me boicotam, a mim e à maioria dos Portugueses, à custa de impostos, de concorrência desleal dos boys e de excesso de estúpida e desnecessária legislação o exercício honesto da minha profissão...enquanto permitem tudo aos que importam o lixo estrangeiro. Demita-se e rápido, prefiro que vá para Primeiro-Ministro o Galo de Barcelos, tem concerteza uma verticalidade bem melhor que a conseguida por Vª Exª no exercício do cargo!
Nós não precisamos de governo da forma que nos querem governar, deixem-nos trabalhar, à Italiana, se for preciso, alijem a carga fiscal e párem com os acordos preferenciais com países terceiros e o alargamento selvagem da comunidade, que nós, a classe média trabalhadora, conseguimos. Dêm-nos tempo, que andámos a dormir à custa dos fundos comunitários tempo demais sem rumo, só para lucro dos vândalos que à custa deles enriqueceram.
Eu sei que o mercado é móvel, fecham umas e abrem outras, mas o dinheiro comunitário tem servido só para os grandes projectos (onde é tudo importado, só cá vêm explorar mão-de-obra barata) e para encher os bolsos aos ladrões. E há empresas que não são substituíveis, são PATRIMÓNIO, metam isso nas suas cabeças duras e corruptas.
Se bem que o estado não se deve substituir às empresas, deve acautelar condições de mercado que lhes permita funcionar.
Vão para o raio que vos parta, e para concluir, Secla, que pena, quem será o próximo (a fábrica Bordalo Pinheiro, a Vista Alegre, que já nem substitui peças partidas)...
Já agora, pensem nisto antes de entrar na loja do chinês...