Pois é...
Não é todos os meses que qui venho, venho aqui dizer algo quando acho que vale a pena, para bem ou para mal...
A Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais que feche a porta e que anuncie que fechou.
Explico:
0. Não me parece que façam algo...e será que o site funciona? só às vezes...serviço público? Não.
1. Comprei já faz uns anos um CD com o que era suposto ser a colecção dos Boletins da DGEMN. Logro, é um lixo, nem dá para imprimir um boletim, e só é compatível com alguns produtos afectos à empresa Microsoft e bastante obsoletos.
2. Alertei os senhores para que deviam disponibilizar os documentos num formato civilizado e universal, tipo pdf, ou html. Sem resposta.
3. Verifico que agora, o site nas raras alturas em que está acessível é incompatível com o browser Firefox, o qual tem de momento 16% do mercado (a estística e minha, constatada nos sites que tenho de gerir), já para não falar nos recém-chegados. É grave e remete os que procuram informação para o último browser da MS e atentemos, condições gráficas especiais (discriminador, anti-democrático).
É isto democracia? NÃO, fora com o governo que remete à nulidade todo os esforço feito desde 1935 na preservação do nosso património. Fora com eles, e mais os Magalhães e as negociatas. Ainda no outro dia tentei comprar à empresa que produz os ditos un portátil sem sistema operativo da côr pois uso Linux, sem resposta, já tenho o portátil proeniente da Inforlândia, felizmente nem todos estão encostados ao poder e ao fornecedor prevalente.
Somos nós que pagamos tudo isto, não hesitemos, fora com eles de imediato, nas eleições, a não ser que sejamos masoquistas. De que estamos à espera? Tudo é admissível, salvo o desprezo do nosso património arquitectónico e cultural. Até os ex-funcionários já sustentam blogues mordazes em relação à orientação superior...por sinal com os mesmos problemas de incompatibilidade atrás apontados, será coincidência?
terça-feira, novembro 18, 2008
quarta-feira, junho 25, 2008
O papel do voto em branco na Democracia Portuguesa...
Eu sou um firme adepto do voto em branco quando estou descontente e não me revejo em nenhum dos candidatos a uma eleição. Só não desenho lá o invicto Galo de Barcelos porque o voto seria anulado. Mas o resultado final é o mesmo. Votar em branco é apenas um exercício de estilo.
Enquanto a Constituição não consignar que a maioria de votos em branco numa eleição legislativa significa que os eleitores estao descontentes e que o resultado das eleições não pode ser considerado válido, dando poder ao Presidente da República para mandar repetir as eleições, não vamos a lado nenhum, e a abstenção subirá em flecha devido ao desânimo dos Portugueses.
Por isso preparei esta petição para lançar a discussão sobre este tema e atiçar os ânimos:
Está aqui!
Se acharem que eu tenho razão, assinem, a Democracia agradece! Talvez o calibre dos que nos governam melhore...
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assembleia da república,
democracia,
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voto em branco
segunda-feira, junho 23, 2008
Marta Dias
No outro dia fui à procura da obra em CD duma cantora Portuguesa muito esquecida, a Marta Dias, a que canta no disco "guitarra e outras mulheres" do Chaínho.

Pois sabem que não encontrei...
Um, o "Yué", comprei-o nos Estados Unidos, e o esplêndido "Aqui" nem vê-lo, teve de ser cópia... Que vergonha, agora que as pequenas discotecas fecharam e só nos restam Fnacs, agora que as editoras Portuguesas fecharam e é tudo manobrado desde Espanha, para arranjar um CD dum artista Português é um inferno.
Ainda hoje ouvi um Sueco dizer na rádio que Portugal quando ele veio para cá em 91 estava muito atrasado, não havia centros comerciais, para comprar umas coisas para a casa perdia-se muito tempo, pois tinha de se ir a várias lojas da especialidade.
Pois é, mas havia o que se pretendia, tinha qualidade (as das grandes superficies são lixo), e havia trabalho, a economia mexia, mesmo em crise...
Pois sabem que não encontrei...
Um, o "Yué", comprei-o nos Estados Unidos, e o esplêndido "Aqui" nem vê-lo, teve de ser cópia... Que vergonha, agora que as pequenas discotecas fecharam e só nos restam Fnacs, agora que as editoras Portuguesas fecharam e é tudo manobrado desde Espanha, para arranjar um CD dum artista Português é um inferno.
Ainda hoje ouvi um Sueco dizer na rádio que Portugal quando ele veio para cá em 91 estava muito atrasado, não havia centros comerciais, para comprar umas coisas para a casa perdia-se muito tempo, pois tinha de se ir a várias lojas da especialidade.
Pois é, mas havia o que se pretendia, tinha qualidade (as das grandes superficies são lixo), e havia trabalho, a economia mexia, mesmo em crise...
domingo, junho 22, 2008
Secla, que pena, mas é a Nação que se afunda...
Após um anúncio na televisão de que tinham sido distribuídos 200 000 computadores, ao abrigo de programas subsidiados e sabendo os Portugueses quem tem acesso aos concursos públicos, por quem e como eles são geridos, vem um prémio atribuível ao governo Sócrates:
A Secla, empresa fundada em 1944, vai fechar.
Ora, uma pequena reflexão diz-nos que se trata de uma empresa com um passado irrepreensível, a qual, longe de produzir algo que os outros já fizeram, sempre pugnou por inovar. Cito como exemplo o modelo Antoinette da ceramista Hansi Stael, que esteve em Portugal vários anos e trabalhou para a referida empresa. Deu origem entre outros à lavadeira, cuja imagem se pode ver abaixo, e que me orgulho de possuir, entre outras peças da prestigiada cerâmica.

vejam este link para terem uma ideia do que é a Secla.
Como outras, sob a pressão da concorrência estrangeira, trabalhando com qualidade e sem mercados enormes à partida que lhe permita rentabilizar investimentos, entrando o produto estrangeiro de parte terceira, leia-se chinês, nem sequer é da Comunidade Europeia, barato, não aguenta. Mas não há que ligar ao estoiro da economia Nacional. Pode-se continuar a carregar com impostos a Nação e as empresas que a fazem viver, já quase só restam as comerciais de capital estrangeiro que já compraram o que havia para comprar, porque as criadoras de riqueza já arriaram a carga como os bois quando o carro já não é suportável.
Os concursos públicos são na sua maioria uma lista de marcas e tipos, feitos para que alguém, encostado ao aparelho de estado tenha um lucro fácil e rápido. Uma queixa neste sentido efectuada à autoridade da concorrência (sim, escrevo em pequeno) se bem que confirmadamente recebida não teve sequer direito a resposta, apesar dos seus correligionários garantirem que tudo vai de vento em popa, e que a máquina está bem oleada (de facto está, para o fim em vista).
De que está à espera Sr. Primeiro Ministro para se demitir? Eu tenho vergonha de ser Português. Portugal já foi uma grande Nação, e Vª Exª, bem como os (des)governos que o precederam, alguns tendo mesmo primeiros-ministros que fugiram do País, destroem a Pátria abrindo as fronteiras aos vândalos e distribuindo benesses aos corruptos. Ao mesmo tempo atiram poeira aos olhos do povo distribuindo bolos a quem necessita de pão.
Sr. Primeiro-Ministro: Nunca vivi tão mal em Portugal como vivo agora, nem no tempo do Dr. Salazar. Vá lá, dê o exemplo, e olhe que eu sou daqueles das tecnologias de ponta, algo conhecido lá fora, e ignorado cá no burgo, e permita-nos eliminar os incompetentes que Vª Exª e os que o precederam têm no aparelho de estado, vendem o País ao estrangeiro a cada curva do caminho e me boicotam, a mim e à maioria dos Portugueses, à custa de impostos, de concorrência desleal dos boys e de excesso de estúpida e desnecessária legislação o exercício honesto da minha profissão...enquanto permitem tudo aos que importam o lixo estrangeiro. Demita-se e rápido, prefiro que vá para Primeiro-Ministro o Galo de Barcelos, tem concerteza uma verticalidade bem melhor que a conseguida por Vª Exª no exercício do cargo!
Nós não precisamos de governo da forma que nos querem governar, deixem-nos trabalhar, à Italiana, se for preciso, alijem a carga fiscal e párem com os acordos preferenciais com países terceiros e o alargamento selvagem da comunidade, que nós, a classe média trabalhadora, conseguimos. Dêm-nos tempo, que andámos a dormir à custa dos fundos comunitários tempo demais sem rumo, só para lucro dos vândalos que à custa deles enriqueceram.
Eu sei que o mercado é móvel, fecham umas e abrem outras, mas o dinheiro comunitário tem servido só para os grandes projectos (onde é tudo importado, só cá vêm explorar mão-de-obra barata) e para encher os bolsos aos ladrões. E há empresas que não são substituíveis, são PATRIMÓNIO, metam isso nas suas cabeças duras e corruptas.
Se bem que o estado não se deve substituir às empresas, deve acautelar condições de mercado que lhes permita funcionar.
Vão para o raio que vos parta, e para concluir, Secla, que pena, quem será o próximo (a fábrica Bordalo Pinheiro, a Vista Alegre, que já nem substitui peças partidas)...
Já agora, pensem nisto antes de entrar na loja do chinês...
A Secla, empresa fundada em 1944, vai fechar.
Ora, uma pequena reflexão diz-nos que se trata de uma empresa com um passado irrepreensível, a qual, longe de produzir algo que os outros já fizeram, sempre pugnou por inovar. Cito como exemplo o modelo Antoinette da ceramista Hansi Stael, que esteve em Portugal vários anos e trabalhou para a referida empresa. Deu origem entre outros à lavadeira, cuja imagem se pode ver abaixo, e que me orgulho de possuir, entre outras peças da prestigiada cerâmica.
vejam este link para terem uma ideia do que é a Secla.
Como outras, sob a pressão da concorrência estrangeira, trabalhando com qualidade e sem mercados enormes à partida que lhe permita rentabilizar investimentos, entrando o produto estrangeiro de parte terceira, leia-se chinês, nem sequer é da Comunidade Europeia, barato, não aguenta. Mas não há que ligar ao estoiro da economia Nacional. Pode-se continuar a carregar com impostos a Nação e as empresas que a fazem viver, já quase só restam as comerciais de capital estrangeiro que já compraram o que havia para comprar, porque as criadoras de riqueza já arriaram a carga como os bois quando o carro já não é suportável.
Os concursos públicos são na sua maioria uma lista de marcas e tipos, feitos para que alguém, encostado ao aparelho de estado tenha um lucro fácil e rápido. Uma queixa neste sentido efectuada à autoridade da concorrência (sim, escrevo em pequeno) se bem que confirmadamente recebida não teve sequer direito a resposta, apesar dos seus correligionários garantirem que tudo vai de vento em popa, e que a máquina está bem oleada (de facto está, para o fim em vista).
De que está à espera Sr. Primeiro Ministro para se demitir? Eu tenho vergonha de ser Português. Portugal já foi uma grande Nação, e Vª Exª, bem como os (des)governos que o precederam, alguns tendo mesmo primeiros-ministros que fugiram do País, destroem a Pátria abrindo as fronteiras aos vândalos e distribuindo benesses aos corruptos. Ao mesmo tempo atiram poeira aos olhos do povo distribuindo bolos a quem necessita de pão.
Sr. Primeiro-Ministro: Nunca vivi tão mal em Portugal como vivo agora, nem no tempo do Dr. Salazar. Vá lá, dê o exemplo, e olhe que eu sou daqueles das tecnologias de ponta, algo conhecido lá fora, e ignorado cá no burgo, e permita-nos eliminar os incompetentes que Vª Exª e os que o precederam têm no aparelho de estado, vendem o País ao estrangeiro a cada curva do caminho e me boicotam, a mim e à maioria dos Portugueses, à custa de impostos, de concorrência desleal dos boys e de excesso de estúpida e desnecessária legislação o exercício honesto da minha profissão...enquanto permitem tudo aos que importam o lixo estrangeiro. Demita-se e rápido, prefiro que vá para Primeiro-Ministro o Galo de Barcelos, tem concerteza uma verticalidade bem melhor que a conseguida por Vª Exª no exercício do cargo!
Nós não precisamos de governo da forma que nos querem governar, deixem-nos trabalhar, à Italiana, se for preciso, alijem a carga fiscal e párem com os acordos preferenciais com países terceiros e o alargamento selvagem da comunidade, que nós, a classe média trabalhadora, conseguimos. Dêm-nos tempo, que andámos a dormir à custa dos fundos comunitários tempo demais sem rumo, só para lucro dos vândalos que à custa deles enriqueceram.
Eu sei que o mercado é móvel, fecham umas e abrem outras, mas o dinheiro comunitário tem servido só para os grandes projectos (onde é tudo importado, só cá vêm explorar mão-de-obra barata) e para encher os bolsos aos ladrões. E há empresas que não são substituíveis, são PATRIMÓNIO, metam isso nas suas cabeças duras e corruptas.
Se bem que o estado não se deve substituir às empresas, deve acautelar condições de mercado que lhes permita funcionar.
Vão para o raio que vos parta, e para concluir, Secla, que pena, quem será o próximo (a fábrica Bordalo Pinheiro, a Vista Alegre, que já nem substitui peças partidas)...
Já agora, pensem nisto antes de entrar na loja do chinês...
terça-feira, maio 01, 2007
Sobre as normas e as directivas europeias...
Estamos cheios de leis que são meras transposições de directivas europeias. Para "ajudar" os Portugueses a cumprir tal legislação cria-se uma miríade de Institutos. Quando se telefona para um deles da parte da manhã para obter informações (leia-se, para, se se tiver muita sorte apanhar uma grande seca e ficar na mesma) é invariável que não está lá ninguém.
Esta gente que inutilmente oficia em tais castelos tem de ser paga. Tal sai, mais uma vez, do bolso do Contribuinte. Quandos as instituições Nacionais não chegam, importam-se as estrangeiras, género Fraunhofer e Tuv.
Enquanto a nossa indústria não tem dinheiro para pagar a todas estas sanguessugas institucionais (porque eles recebem e bem) o produto estrangeiro sem cumprir qualquer norma vai entrando fronteiras dentro porque os Portugueses são burros (até terem que vir para a rua porque têm fome, o que se espera que não venha a acontecer).
Enquanto isto também uns senhores com o sorriso nº 33 estampado na cara vão procedendo à lavagem de dinheiro em "empresas de capital de risco" que financiam coisas mirabolantes com subsídios a fundo perdido do Estado.
Enquanto isto são pedidos tenebrosos sacrifícios ao contribuinte, acenando-lhes com dom-sebastianismos tipo Ota e Tgv, com abortos à custa do Zé enquanto lhe retiram a possibilidade de um dos seus filhos nascer em Portugal pelo fecho do Centro de Saúde ou Hospital. É o ciclo do "endireita e cria riqueza", e de quando o povo quer mais vêm os outros e "toca a distribuir ao povo e aos da côr". Só que...já não há mais...
Enquanto um curso numa Universidade credível já não chega para determinadas exigências, sempre renovadas e actualizadas, há dúvidas fundadas sobre a credibilidade das habilitações de quem devia, acima de tudo, dar o exemplo.
Enquanto as empresas "certificadas" funcionam tão mal que devem ter obtido o diploma na Farinha Amparo,
Portugal lucrou em acordar com a abertura à Europa, mas tal custou, porque mal gerido, e porque o nosso mercado é pequeno, não se podendo nele diluir toda a maldita despesa da certificação, a morte de todo o nosso tecido produtivo. Hoje em dia só subsistem serviços, e agarrados a bons "padrinhos". O resto é turismo, deserto, e corrupção às claras.
E hoje como é 1º de Maio comemoro-o...a trabalhar.
Acorda Portugal!
terça-feira, abril 17, 2007
Portugal multiracial...
Ainda há bem pouco, eu que quase não vejo televisão porque me desgosta, estava à espera que houvesse um desenvolvimento nesta vergonhosa polémica que envolve as habilitações do nosso Primeiro-Ministro, que me é ainda mais preocupante pois sei que as alternativas são deveras sado-masoquistas, quando me deparo na nossa televisão de serviço público (1) com um programa de muito bom gosto.
Defendia o narrador (invisível) coisas como que antigamente (antes do 25 de Abril) tudo era mau, que Portugal nunca foi um país multi-racial, e que operámos a maior viragem da nossa história tendo-nos tornado uma sociedade tolerante de factura muito recente.
Sinceramente, senti-me ofendido.
1. Porque aguentei as besteiras dos últimos anos do antigo regime a pé firme sem sair do país.
2. Porque éramos um país multi-racial, mais do que somos até agora onde as crianças se afrontam de racismos pluri-laterais nas escolas. Tínhamos problemas para resolver, sim. Absorvemos todos os cidadãos de todas as etnias que vieram do Ultramar, sim.
3. Porque o que temos hoje em dia é uma bandalheira total com gente a dormir nas ruas, muitos deles estrangeiros, perante a impassibilidade política dos nossos governantes (queixem-se a Bruxelas...). Temos guettos. Temos gangs. Temos racismo inverso e raças apartadas à força por iniciativa dos pobres estrangeiros. Isto é promiscuidade, não é um País pluri-racial.
4. Que não nos acenem com exemplos como a Inglaterra e a Holanda que são degradantes ao ponto do nojo (quem não acreditar vá à Central Station de Amesterdão apanhar um comboio às 4 da manhã e verá...) .
Conclusão:
Tenho imensa pena que, enquanto os jornalistas são silenciados para não falarem no caos a que chegou o Estado Português, em que os Ministros não têm qualificações, o poder judicial tem magistrados em postos-chave que nem sequer se sabem dirigir ao público e cuja acção é uma vaga promessa, seja canalizado tempo de antena (e muito) para tal actividade.
Defendia o narrador (invisível) coisas como que antigamente (antes do 25 de Abril) tudo era mau, que Portugal nunca foi um país multi-racial, e que operámos a maior viragem da nossa história tendo-nos tornado uma sociedade tolerante de factura muito recente.
Sinceramente, senti-me ofendido.
1. Porque aguentei as besteiras dos últimos anos do antigo regime a pé firme sem sair do país.
2. Porque éramos um país multi-racial, mais do que somos até agora onde as crianças se afrontam de racismos pluri-laterais nas escolas. Tínhamos problemas para resolver, sim. Absorvemos todos os cidadãos de todas as etnias que vieram do Ultramar, sim.
3. Porque o que temos hoje em dia é uma bandalheira total com gente a dormir nas ruas, muitos deles estrangeiros, perante a impassibilidade política dos nossos governantes (queixem-se a Bruxelas...). Temos guettos. Temos gangs. Temos racismo inverso e raças apartadas à força por iniciativa dos pobres estrangeiros. Isto é promiscuidade, não é um País pluri-racial.
4. Que não nos acenem com exemplos como a Inglaterra e a Holanda que são degradantes ao ponto do nojo (quem não acreditar vá à Central Station de Amesterdão apanhar um comboio às 4 da manhã e verá...) .
Conclusão:
Tenho imensa pena que, enquanto os jornalistas são silenciados para não falarem no caos a que chegou o Estado Português, em que os Ministros não têm qualificações, o poder judicial tem magistrados em postos-chave que nem sequer se sabem dirigir ao público e cuja acção é uma vaga promessa, seja canalizado tempo de antena (e muito) para tal actividade.
Passem bem.
Já agora, e se pensássemos um pouco...
um calçado como outro qualquer...
Vamos raciocinar, respirando fundo:
1. Primeiro começámos a fazer sapatos à mão.
2. Depois ouvimos que havia uns tipos que tinham inventado máquinas que permitiam aumentar a celeridade do processo.
3. Comprámos as máquinas aos que as produziam.
4. Começámos a fazer sapatos com as máquinas, baixando os custos à la longue, porque tivémos de pagar as máquinas.
5. Já agora copiámos as máquinas...e começámos a utilizá-las na nossa produção, poupando nos custos de aquisição das mesmas, baixando mais os custos do produto final e assim com a mão de obra barata rebentámos com a concorrência.
6. Como a concorrência era forte tivémos de aumentar a publicidade e começar a exportar fortemente.
7. Como já não conseguíamos aguentar a contínua baixa de preços tivémos de deslocalizar, passando as máquinas para fora do País, num sítio onde se faziam sapatos à mão!
E assim voltou tudo a 1, e viveram todos infelizes, pois quando os preços eram terrivelmente baixos, o país originário primeiro começou a discriminar os cidadãos do outro país para onde tinha transferido a produção, pois o desemprego que isso gerou era mais que muito e as pessoas já não tinham dinheiro para comprar os sapatos, e no final fez guerra ao outro para o aniquilar, pois já não aguentava mais tanto desemprego nem tanta despesa pública, pois os benefícios sociais tinham subido proporcionalmente à riqueza entretanto gerada, assim como os salários. E assim, algo que poderia ter sido evitado com agumas restrições impostas pelos Estados, transformou-se num grande problema.
Não gostaram desta história, pois não?
Eu também não. A solução, ou é uma fuga para a frente, tentando ficar permanentemente no topo da cadeia, ou já agora, arranjar soluções políticas que não passem por mercados completamente abertos.
Passem (e pensem) bem.
1. Primeiro começámos a fazer sapatos à mão.
2. Depois ouvimos que havia uns tipos que tinham inventado máquinas que permitiam aumentar a celeridade do processo.
3. Comprámos as máquinas aos que as produziam.
4. Começámos a fazer sapatos com as máquinas, baixando os custos à la longue, porque tivémos de pagar as máquinas.
5. Já agora copiámos as máquinas...e começámos a utilizá-las na nossa produção, poupando nos custos de aquisição das mesmas, baixando mais os custos do produto final e assim com a mão de obra barata rebentámos com a concorrência.
6. Como a concorrência era forte tivémos de aumentar a publicidade e começar a exportar fortemente.
7. Como já não conseguíamos aguentar a contínua baixa de preços tivémos de deslocalizar, passando as máquinas para fora do País, num sítio onde se faziam sapatos à mão!
E assim voltou tudo a 1, e viveram todos infelizes, pois quando os preços eram terrivelmente baixos, o país originário primeiro começou a discriminar os cidadãos do outro país para onde tinha transferido a produção, pois o desemprego que isso gerou era mais que muito e as pessoas já não tinham dinheiro para comprar os sapatos, e no final fez guerra ao outro para o aniquilar, pois já não aguentava mais tanto desemprego nem tanta despesa pública, pois os benefícios sociais tinham subido proporcionalmente à riqueza entretanto gerada, assim como os salários. E assim, algo que poderia ter sido evitado com agumas restrições impostas pelos Estados, transformou-se num grande problema.
Não gostaram desta história, pois não?
Eu também não. A solução, ou é uma fuga para a frente, tentando ficar permanentemente no topo da cadeia, ou já agora, arranjar soluções políticas que não passem por mercados completamente abertos.
Passem (e pensem) bem.
sexta-feira, março 30, 2007
Salazar Grande Português ?
Salazar com Christine Garnier
Foi o que entenderam os espectadores da RTP. Porquê? Talvez porque estejam desencantados com o Estado. Talvez tenham esquecido a Guerra Colonial e a mão de ferro que esmagava os opositores políticos. Talvez tenham esquecido que a partir dos anos 60 pouco se fez e os Portugueses emigravam (como hoje emigram, novamente). Talvez se tenham esquecido que ao eternizar-se no Poder o regime abriu caminho aos loucos furiosos que depois vieram a disputar e tomar o poder em Portugal. Surpreendentemente o Dr. Cunhal foi o 2º classificado! Também se esqueceram das bichas para o racionamento do leite, da gasolina, das barragens nas estradas, do terrorismo e assassinatos...
Talvez Sebastião José de Carvalho e Melo e o Dr. Salazar lembrem aos Portugueses que já fomos um grande País.
Mas não olhemos para Salazar, olhemos para o que se passa hoje em dia. A Nação é gerida por políticos, não por gente competente, que entre outras gracinhas:
1. Desmantelou as actividades produtivas essenciais a mando da CE e deixa entrar todo o tipo de produtos de países terceiros que não cumprem as normas comunitárias, aceitando mesmo a criação de excepções às normas para os mesmos (ex: brinquedos chineses, que podem conter chumbo nas soldaduras, muito mais perigoso naquele caso pois são produtos que se arriscam a ir parar à boca dos miúdos e a ser muito rápidamente deitados no caixote).
2. Desbaratou os fundos comunitários em iniciativas tendentes a dar lucro aos seus protegidos, não em iniciativas de interesse nacional.
3. Deixou chegar o sector da educação a tal estado que não há práticamente gente competente a sair das Universidades, sendo o abandono no secundário assustador, e a ignorância da língua Pátria generalizada.
4. Vendeu todo o património que podia a interesses estrangeiros, tendo contado com isso para tapar o buraco da dívida pública.
5. Deixou a corrupção instalar-se (Ex: alguns pedidos de cotação para obras publicas são listas de marcas e características tiradas de folhetos das mesmas..., existem concursos em que é adjudicada uma coisa e instalada outra)
6. Deixou descontrolada a despesa pública, distribuindo inclusivamente e às claras dinheiro vivo à guisa de indemnizações e prémios pelos seus apaniguados enquanto suprime serviços públicos essenciais como se constata por exemplo no sector da Saúde.
7. Quer a todo o custo avançar com projectos masoquistas tipo novo aeroporto e comboio de alta velocidade nos sítios mais impróprios com equipamentos totalmente geridos e instalados por consórcios estrangeiros, ficando para os Portugueses a mão-de-obra, enquanto os muito poucos consultores e peritos Portugueses com craveira se exportam porque não têm trabalho no País.
8. Deixa impunes os criminosos os quais cometem os crimes, são presos e logo libertados pelos juízes que ainda querem mais férias, as que têm não chegam.
9. Manda nascer os Portugueses a Espanha após fechar maternidades, manda as candidatas a mães pagar os tratamentos de fertilização enquanto disponibiliza abortos gratuitos nos hospitais do Estado.
Seria hoje em dia Salazar a solução dos nossos problemas? Claro que não. Não se devem procurar transpor no tempo soluções que outrora funcionaram, estariam hoje totalmente inadequadas fora do seu contexto original. Mas o afastamento dos políticos e a instauração de um governo apartidário e tecnocrata ou pelo menos a existência duma máquina de Estado composta por profissionais não mutantes conforme os ventos eleitorais podia ser um bom ponto de partida, como positivo é que se esteja in extremis a tentar encarrilar as contas públicas recorrendo até a ameaças veladas por e-mail aos contribuintes que pagam, o que é extremamente desagradável e mostra o desespero e a falta de tacto dos actuais governantes. Uma coisa é actuar, outra é passar à ameaça...
Assim como estamos nunca passaremos de ciclos de endireita-esbanja, conforme o pendor dos ventos...
E voltando ao tema, ainda se admiram que Salazar tenha sido o mais votado? Olhem à vossa volta.
Passem bem...
Talvez Sebastião José de Carvalho e Melo e o Dr. Salazar lembrem aos Portugueses que já fomos um grande País.
Mas não olhemos para Salazar, olhemos para o que se passa hoje em dia. A Nação é gerida por políticos, não por gente competente, que entre outras gracinhas:
1. Desmantelou as actividades produtivas essenciais a mando da CE e deixa entrar todo o tipo de produtos de países terceiros que não cumprem as normas comunitárias, aceitando mesmo a criação de excepções às normas para os mesmos (ex: brinquedos chineses, que podem conter chumbo nas soldaduras, muito mais perigoso naquele caso pois são produtos que se arriscam a ir parar à boca dos miúdos e a ser muito rápidamente deitados no caixote).
2. Desbaratou os fundos comunitários em iniciativas tendentes a dar lucro aos seus protegidos, não em iniciativas de interesse nacional.
3. Deixou chegar o sector da educação a tal estado que não há práticamente gente competente a sair das Universidades, sendo o abandono no secundário assustador, e a ignorância da língua Pátria generalizada.
4. Vendeu todo o património que podia a interesses estrangeiros, tendo contado com isso para tapar o buraco da dívida pública.
5. Deixou a corrupção instalar-se (Ex: alguns pedidos de cotação para obras publicas são listas de marcas e características tiradas de folhetos das mesmas..., existem concursos em que é adjudicada uma coisa e instalada outra)
6. Deixou descontrolada a despesa pública, distribuindo inclusivamente e às claras dinheiro vivo à guisa de indemnizações e prémios pelos seus apaniguados enquanto suprime serviços públicos essenciais como se constata por exemplo no sector da Saúde.
7. Quer a todo o custo avançar com projectos masoquistas tipo novo aeroporto e comboio de alta velocidade nos sítios mais impróprios com equipamentos totalmente geridos e instalados por consórcios estrangeiros, ficando para os Portugueses a mão-de-obra, enquanto os muito poucos consultores e peritos Portugueses com craveira se exportam porque não têm trabalho no País.
8. Deixa impunes os criminosos os quais cometem os crimes, são presos e logo libertados pelos juízes que ainda querem mais férias, as que têm não chegam.
9. Manda nascer os Portugueses a Espanha após fechar maternidades, manda as candidatas a mães pagar os tratamentos de fertilização enquanto disponibiliza abortos gratuitos nos hospitais do Estado.
Seria hoje em dia Salazar a solução dos nossos problemas? Claro que não. Não se devem procurar transpor no tempo soluções que outrora funcionaram, estariam hoje totalmente inadequadas fora do seu contexto original. Mas o afastamento dos políticos e a instauração de um governo apartidário e tecnocrata ou pelo menos a existência duma máquina de Estado composta por profissionais não mutantes conforme os ventos eleitorais podia ser um bom ponto de partida, como positivo é que se esteja in extremis a tentar encarrilar as contas públicas recorrendo até a ameaças veladas por e-mail aos contribuintes que pagam, o que é extremamente desagradável e mostra o desespero e a falta de tacto dos actuais governantes. Uma coisa é actuar, outra é passar à ameaça...
Assim como estamos nunca passaremos de ciclos de endireita-esbanja, conforme o pendor dos ventos...
E voltando ao tema, ainda se admiram que Salazar tenha sido o mais votado? Olhem à vossa volta.
Passem bem...
sábado, março 24, 2007
Mudança da hora outra vez?
Ora aqui vai mais uma das raras intervenções que tenho efectuado. Desta vez com uma razão, há quem queira forçar a mudança da hora para a hora "europeia". De facto, já não se trata de coisa nova. Já foi tentado e efectivado, no tempo do governo que tinha à frente o actual Presidente da República.
Do meu ponto de vista foi um dos principais motivos que eu tive para com o meu humilde voto ajudar a apear quem contrariava o bem-estar e a boa labuta do nosso povo, sempre muito flagelado por opções impróprias tomadas nos gabinetes. Quem se lhe seguiu e independentemente da opinião que eu possa ter sobre ele, apesar de ter sido meu professor, tomou, como uma das medidas mais populares, a de revogar o atentado à integridade física e mental de quem já sofre muito, o que motivou em mim imenso gáudio.
Lembram-se das crianças a irem no escuro para a escola? Dos operários da construção a trabalhar à luz de projectores? Das bichas na estrada à luz do farol? Dos tipos como eu, mal despertos quando chegavam ao local de trabalho?
A cada região o seu fuso horário. Estamos muito bem no nosso ancestral fuso de Greenwich. Querem mudar isso? Em nome do lucro? Mudem-se!
Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso...
Bem hajam.
Do meu ponto de vista foi um dos principais motivos que eu tive para com o meu humilde voto ajudar a apear quem contrariava o bem-estar e a boa labuta do nosso povo, sempre muito flagelado por opções impróprias tomadas nos gabinetes. Quem se lhe seguiu e independentemente da opinião que eu possa ter sobre ele, apesar de ter sido meu professor, tomou, como uma das medidas mais populares, a de revogar o atentado à integridade física e mental de quem já sofre muito, o que motivou em mim imenso gáudio.
Lembram-se das crianças a irem no escuro para a escola? Dos operários da construção a trabalhar à luz de projectores? Das bichas na estrada à luz do farol? Dos tipos como eu, mal despertos quando chegavam ao local de trabalho?
A cada região o seu fuso horário. Estamos muito bem no nosso ancestral fuso de Greenwich. Querem mudar isso? Em nome do lucro? Mudem-se!
Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso...
Bem hajam.
terça-feira, outubro 24, 2006
Querem fechar o Museu de Arte Popular!
O edifício onde está instalado o Museu de Arte Popular é o único pavilhão que sobreviveu da Exposição do Mundo Português de 1940. Da autoria de Veloso Reis Camelo e João Simões, o edifício foi adaptado ao fim em vista pelo arquitecto Jorge Segurado, tendo o museu sido inaugurado em 1948.

Para a concretização do museu trabalharam vários artistas, como Tomás de Melo (Tom), Estrela Faria, Manuel Lapa, Eduardo Anahory, Carlos Botelho e Paulo Ferreira, tendo concebido pinturas murais temáticas das várias regiões representadas no espólio.
O museu está fechado há tempos e alberga uma colecção ímpar de arte popular distribuída por salas temáticas seguindo as divisões em províncias, desde modelos e vestiário a ourivesaria.

O património de um País não se apaga. O grande esforço feito nos anos do Estado Novo a conseguir uma nova identidade para as Artes Portuguesas, quer se discutam ou não os fins em vista, é inegável e merece ser preservado. Tentar desmantelar o Museu de Arte Popular, fazendo a colecção nele sediada perder a identidade e o contexto, é assim um acto inqualificável, assim como o é mantê-lo fechado.
Faça alguma coisa! Assine a petição da iniciativa das gentes da Companhia do Eu em:
http://www.petitiononline.com/MAP2006/petition.html
Para a concretização do museu trabalharam vários artistas, como Tomás de Melo (Tom), Estrela Faria, Manuel Lapa, Eduardo Anahory, Carlos Botelho e Paulo Ferreira, tendo concebido pinturas murais temáticas das várias regiões representadas no espólio.
O museu está fechado há tempos e alberga uma colecção ímpar de arte popular distribuída por salas temáticas seguindo as divisões em províncias, desde modelos e vestiário a ourivesaria.
O património de um País não se apaga. O grande esforço feito nos anos do Estado Novo a conseguir uma nova identidade para as Artes Portuguesas, quer se discutam ou não os fins em vista, é inegável e merece ser preservado. Tentar desmantelar o Museu de Arte Popular, fazendo a colecção nele sediada perder a identidade e o contexto, é assim um acto inqualificável, assim como o é mantê-lo fechado.
Faça alguma coisa! Assine a petição da iniciativa das gentes da Companhia do Eu em:
http://www.petitiononline.com/MAP2006/petition.html
quinta-feira, agosto 24, 2006
O Norte e o Sul...

Olá...
Já há algum tempo que nada publicava, pois uma pessoa só deve abrir a boca quando tem algo para sair, senão podem entrar as moscas e é o demónio...
Finalmente por razões que se prendem com os meus entretenimentos tive de reaprender o que era a declinação magnética (diferença de posição angular entre o Norte geográfico e o Norte magnético (os gajos do Norte sempre tiveram várias facções...), coisa para a qual eu estava sensibilizado ( andei na escola, pois foi...e nesse tempo ensinavam-nos essas coisas) mas cujos pormenores já havia esquecido.
Nos finais dos anos 60 simplificava-se e dizia-se que esta era de 10º (W). Agora é de apenas 4º5' (W). Varia de 0.8' por ano.
E termos comuns isto significa que se um tipo agarrar numa bússola (bom, sem estar ao pé do carro, carago) e apontar o norte, enganou-se por 4º5' e terá de os contar no sentido dos ponteiros do relógio para obter o Norte geográfico (o berdadeiro!)
Inversamente se for o Sul que procura andará ao contrário, contra os sentido dos ponteiros do relógio para obter o Sul geográfico (os do Norte sempre andaram a revês dos do Sul, que são os Mouros, sabiam, e estãoe em extremos opostos, donde o que é a direita para uns é a esquerda para os outros e bice-bersa, é tudo uma questão de ponto de vista...)
Para obter referências tive de ir aos sites Franceses/Canadianos, porque quando se procura algo de científico é lá mesmo e como se trata do Norte/Sul cá do burgo o melhor é ir procurar informação isenta...
Bá, dibirtam-se...
quinta-feira, junho 15, 2006
Qual é a eficiência cá no burgo?
Muitas vezes ouvimos os outros e nós próprios dizer "estou assoberbado de trabalho".
A realidade é que nas pequenas e até grandes empresas sobra sempre algum trabalho inesperado para fazer (são sempre os mais qualificados que apanham com ele), e muitas vezes é trabalho que já devia estar feito e quando se conta com ele e se vai buscar, afinal ou não está feito ou tem de ser refeito, pois sem um polícia atrás de cada Português, nada fica como deve ser, e afinal trata-se de uma aproximação ao que devia ser.
O apelo do menor esforço e do "já está bom" sem afinal se ter duvidado de si próprio e verificado, apontando ciosamente as limitações que contém mesmo que já não haja tempo para melhor fazer, revelando-as honesta e frontalmente ao cliente, de modo a coligir uma lista de pendentes e melhorar na primeira oportunidade a fim de conseguir a satisfação do mesmo, resulta em constantes perdas de exercício e ineficiência.
Exemplo ilustrativo e concreto (pura fricção, ou não será?):
Um canalizador faz uma instalação de aquecimento central, como parte de um projecto mais abrangente, e não a testa metendo-a à pressão, não tendo contado também com o peso da água sobre os radiadores quando esta estiver cheia. Vai embora e como não havia um polícia especializado (fiscal de obra versado na matéria) dá-a como pronta. Na altura de encher vem e enche. As fugas aparecem estragando o chão de madeira. Como são várias e o dono de obra lhe lembra que é responsável e terá de pagar os prejuízos, abandona a obra, muito agastado. Claro que é preciso inspeccionar a rigor, e após uma inspecção rápida se chega à conclusão que é necessário re-fixar todos os radiadores pois estes não aguentam que alguém se sente lá em cima quanto mais com o peso da água. Um prévio enchimento a ar comprimido (como deve ser) faz rebentar uma meia dúzia de juntas supostamente "bem apertadas" e só após umas três semanas de trabalho de supostos não-peritos desviados das suas funções (pois o tempo urge), o sistema, supostamente pronto se encontra em afinal em fase de arranque, produzindo um substancial deslize dos prazos previstos, bem como o ruir como um castelo de cartas dos prazos das tarefas de que estavam incumbidos aqueles que tiveram à força de desviar a atenção para este novo problema, e a derrapagem financeira do projecto.
Dá para entender? É que aqui funciona-se assim em TODOS os domínios...incluindo os de mais alta tecnologia.
Vá, pensem nisto...
E assim a brigada de segunda linha é obrigada a trabalhar nos dias de descanso...
A realidade é que nas pequenas e até grandes empresas sobra sempre algum trabalho inesperado para fazer (são sempre os mais qualificados que apanham com ele), e muitas vezes é trabalho que já devia estar feito e quando se conta com ele e se vai buscar, afinal ou não está feito ou tem de ser refeito, pois sem um polícia atrás de cada Português, nada fica como deve ser, e afinal trata-se de uma aproximação ao que devia ser.
O apelo do menor esforço e do "já está bom" sem afinal se ter duvidado de si próprio e verificado, apontando ciosamente as limitações que contém mesmo que já não haja tempo para melhor fazer, revelando-as honesta e frontalmente ao cliente, de modo a coligir uma lista de pendentes e melhorar na primeira oportunidade a fim de conseguir a satisfação do mesmo, resulta em constantes perdas de exercício e ineficiência.
Exemplo ilustrativo e concreto (pura fricção, ou não será?):
Um canalizador faz uma instalação de aquecimento central, como parte de um projecto mais abrangente, e não a testa metendo-a à pressão, não tendo contado também com o peso da água sobre os radiadores quando esta estiver cheia. Vai embora e como não havia um polícia especializado (fiscal de obra versado na matéria) dá-a como pronta. Na altura de encher vem e enche. As fugas aparecem estragando o chão de madeira. Como são várias e o dono de obra lhe lembra que é responsável e terá de pagar os prejuízos, abandona a obra, muito agastado. Claro que é preciso inspeccionar a rigor, e após uma inspecção rápida se chega à conclusão que é necessário re-fixar todos os radiadores pois estes não aguentam que alguém se sente lá em cima quanto mais com o peso da água. Um prévio enchimento a ar comprimido (como deve ser) faz rebentar uma meia dúzia de juntas supostamente "bem apertadas" e só após umas três semanas de trabalho de supostos não-peritos desviados das suas funções (pois o tempo urge), o sistema, supostamente pronto se encontra em afinal em fase de arranque, produzindo um substancial deslize dos prazos previstos, bem como o ruir como um castelo de cartas dos prazos das tarefas de que estavam incumbidos aqueles que tiveram à força de desviar a atenção para este novo problema, e a derrapagem financeira do projecto.
Dá para entender? É que aqui funciona-se assim em TODOS os domínios...incluindo os de mais alta tecnologia.
Vá, pensem nisto...
E assim a brigada de segunda linha é obrigada a trabalhar nos dias de descanso...
sábado, dezembro 17, 2005
Arte e Política, e bom, outras preocupações e algumas sugestões, para quê me meti nisto...
Porque é que a Arte tem que ter fins políticos?
Porque é que um tipo como eu tem que ouvir música de intervenção?
É minha opinião convicta que a Arte se deve desligar o mais possível da Política. Já vimos essa vertente no passado na intervenção de António Ferro, ao mesmo tempo dando uma no cravo e outra na ferradura (claro, foi afastado...).
Por isso qualquer forma de arte que me pareça políticamente suspeita...afasto-a!
Arte mexe com os sentimentos, e não pode estar ao serviço de bandeiras, a não ser da Nacional.
Já imaginaram um artista a produzir o fado do Soares ou do Cavaco? Tinha de ser forçosamente satírico...
A propósito, onde está o braço do Estado a dar a mão às artes Nacionais? Que é feito das restaurações de monumentos a não ser deixa aí que é monumento, tipo Foz Côa e pára a barragem que já custou uma fortuna (porque não procederam como em Abu Simbel, incompetentes)? Que é feito da promoção da imagem do país?
E, já agora...quando era jovem as bermas das estradas estavam limpas, e agora estão num estado inclassificável. Já que se paga subsídio de desemprego, porque é que esses tipos não vão limpar bermas de estradas? Eu ofereço-me como voluntário durante tempo limitado (apanho ar e exercito-me, só me faz bem!). Vamos Embora, eu também quero ir!!!
Como comentário final, esta semana enganei-me e meti-me na rua Maria Pia em Lisboa. Voltei logo para trás. Que desgraça de regime em que vivo onde um Português não pode andar à vontade no se território...É isto liberdade? Não. Eu não sou livre. Os cretinos, criminosos, esses, são livres. Há que mudar. Matam e prejudicam à vontade. Os outros que lá andam têm de ser reeducados pelo trabalho, não pelos subsídios. Bermas das estradas são um bom princípio.
Porque é que um tipo como eu tem que ouvir música de intervenção?
É minha opinião convicta que a Arte se deve desligar o mais possível da Política. Já vimos essa vertente no passado na intervenção de António Ferro, ao mesmo tempo dando uma no cravo e outra na ferradura (claro, foi afastado...).
Por isso qualquer forma de arte que me pareça políticamente suspeita...afasto-a!
Arte mexe com os sentimentos, e não pode estar ao serviço de bandeiras, a não ser da Nacional.
Já imaginaram um artista a produzir o fado do Soares ou do Cavaco? Tinha de ser forçosamente satírico...
A propósito, onde está o braço do Estado a dar a mão às artes Nacionais? Que é feito das restaurações de monumentos a não ser deixa aí que é monumento, tipo Foz Côa e pára a barragem que já custou uma fortuna (porque não procederam como em Abu Simbel, incompetentes)? Que é feito da promoção da imagem do país?
E, já agora...quando era jovem as bermas das estradas estavam limpas, e agora estão num estado inclassificável. Já que se paga subsídio de desemprego, porque é que esses tipos não vão limpar bermas de estradas? Eu ofereço-me como voluntário durante tempo limitado (apanho ar e exercito-me, só me faz bem!). Vamos Embora, eu também quero ir!!!
Como comentário final, esta semana enganei-me e meti-me na rua Maria Pia em Lisboa. Voltei logo para trás. Que desgraça de regime em que vivo onde um Português não pode andar à vontade no se território...É isto liberdade? Não. Eu não sou livre. Os cretinos, criminosos, esses, são livres. Há que mudar. Matam e prejudicam à vontade. Os outros que lá andam têm de ser reeducados pelo trabalho, não pelos subsídios. Bermas das estradas são um bom princípio.
quarta-feira, dezembro 07, 2005
Requiem pela Nação
É complicada a situação do nosso País.
A nossa Indústria, Agricultura e Pescas foram desmanteladas. Paga-se inclusivamente para que se pare e se desmantele a actividade. Isto porque convém a interesses externos vender cá os produtos externamente produzidos. É o preço das "ajudas" comunitárias. Nós não crescemos o suficiente nem temos dimensão para ir agora explorar as novas vítimas de leste.
A nossa economia é neste momento de serviços, e excessivamente dependente desde o 25 de Abril, do Estado, como consequência do desmantelamento da economia privada e subsequentes nacionalizações.
O Estado não tem neste momento capacidade para lançar obras que possam fazer mexer internamente o País. Pior, precisa de dinheiro, lançando mais e mais impostos numa época de retracção, vide o IVA, vide agora o projecto de aumentar em 16% a electricidade à Indústria, o que liquidará definitivamente a Indústria transformadora, já profundamente afectada pela concorrência de países terceiros.
As reindivicações excessivas de nada adiantam, pois os grandes grupos multinacionais que "criavam" emprego e levaram grande parte dos fundos estruturais já não estão interessados num País periférico, com altos custos de transporte e baixíssima qualificação profissional e consequente rentabilidade, em contraste com os países de leste recém-chegados à comunidade. Já nos chuparam até ao tutano, e agora estão interessados em lançar-nos para a lixeira. Os fundos estruturais foram gastos não em educação e desenvolvimento tecnológico aplicável e ajuda à internacionalização das empresas mas a subsidiar megalomanias vindas do exterior para nos explorar ainda mais, ou a pagar supérfluos. Nunca esquecer que mais valem 100 micro-empresas a mexer que um monstro que se desmoronar afecta um distrito inteiro.
Os projectos que se "encontraram" para relançar a economia são essencialmente não rentáveis e vão fazer encher o bolso das grandes multinacionais deixando migalhas para as empresas Portuguesas (vide Ota e Tgv), e em nada vão benificiar significativamente o utente Nacional. Viseu e Bragança por exemplo continuam sem comboio...
Só o comércio subsiste e mal à custa de importação Chinesa, e a que custos, com o mercado interno a contrair-se, os preços a evoluir na mesma direcção, e claro, os quasi-monopólios género combustíveis e telecoms...
Preparemo-nos assim para algumas das horas mais negras que esta Nação já viu. Se não for o Turismo não há mais nada. Este País neste momento não passa de paisagem.
E os grandes grupos Nacionais? Ainda há para aí um punhado, dos que não foram desmantelados, e surpresa, foi um agora que salvou a Galp de ir parar lá fora...Claramente o País também necessita de intervenções deste tipo.
Muito mais haveria que dizer. Estou errado? O tempo encarregar-se-á de me desmentir ou confirmar. Nem que viesse aí uma governação competente, demoraria muito tempo até inverter a situação, e o povo não o permitiria, porque deitaria o governo abaixo nas próximas eleições. Portugal nem se governa nem se deixa governar.
A nossa economia é neste momento de serviços, e excessivamente dependente desde o 25 de Abril, do Estado, como consequência do desmantelamento da economia privada e subsequentes nacionalizações.
O Estado não tem neste momento capacidade para lançar obras que possam fazer mexer internamente o País. Pior, precisa de dinheiro, lançando mais e mais impostos numa época de retracção, vide o IVA, vide agora o projecto de aumentar em 16% a electricidade à Indústria, o que liquidará definitivamente a Indústria transformadora, já profundamente afectada pela concorrência de países terceiros.
As reindivicações excessivas de nada adiantam, pois os grandes grupos multinacionais que "criavam" emprego e levaram grande parte dos fundos estruturais já não estão interessados num País periférico, com altos custos de transporte e baixíssima qualificação profissional e consequente rentabilidade, em contraste com os países de leste recém-chegados à comunidade. Já nos chuparam até ao tutano, e agora estão interessados em lançar-nos para a lixeira. Os fundos estruturais foram gastos não em educação e desenvolvimento tecnológico aplicável e ajuda à internacionalização das empresas mas a subsidiar megalomanias vindas do exterior para nos explorar ainda mais, ou a pagar supérfluos. Nunca esquecer que mais valem 100 micro-empresas a mexer que um monstro que se desmoronar afecta um distrito inteiro.
Os projectos que se "encontraram" para relançar a economia são essencialmente não rentáveis e vão fazer encher o bolso das grandes multinacionais deixando migalhas para as empresas Portuguesas (vide Ota e Tgv), e em nada vão benificiar significativamente o utente Nacional. Viseu e Bragança por exemplo continuam sem comboio...
Só o comércio subsiste e mal à custa de importação Chinesa, e a que custos, com o mercado interno a contrair-se, os preços a evoluir na mesma direcção, e claro, os quasi-monopólios género combustíveis e telecoms...
Preparemo-nos assim para algumas das horas mais negras que esta Nação já viu. Se não for o Turismo não há mais nada. Este País neste momento não passa de paisagem.
E os grandes grupos Nacionais? Ainda há para aí um punhado, dos que não foram desmantelados, e surpresa, foi um agora que salvou a Galp de ir parar lá fora...Claramente o País também necessita de intervenções deste tipo.
Muito mais haveria que dizer. Estou errado? O tempo encarregar-se-á de me desmentir ou confirmar. Nem que viesse aí uma governação competente, demoraria muito tempo até inverter a situação, e o povo não o permitiria, porque deitaria o governo abaixo nas próximas eleições. Portugal nem se governa nem se deixa governar.
segunda-feira, setembro 05, 2005
As musicas que nos fazem apurar o ouvido...
Eu que nem sou apreciador de samba, fiquei perplexo quando ouvi esta na Rádio. Fez-me lembrar o samba-choro dos anos 30, a Carmen Miranda, as Baianas, a música é um standard, nem falta o oboé, a letra, brejeira, transmite uma ideia de vago fétiche...
A vizinha do lado
(Dorival Caymmi)
A vizinha quando passa
Com seu vestido grená
Todo mundo diz que é boa
Mas como a vizinha não há
Ela mexe co'as cadeiras pra cá.
Ela mexe co'as cadeiras pra lá.
Ele mexe com o juízo
Do homem que vai trabalhar
Há um bocado de gente
Na mesma situação
Todo mundo gosta dela
Na mesma doce ilusão
A vizinha quando passa
Que não liga pra ninguém
Todo mundo fica louco
E o seu vizinho também
Fabuloso! É como isto, que me transporta a outros mundos:
Toquinho : Tarde Em Itapuã
Música: Toquinho
Letra: Vinicius de Moraes
Um velho calção de banho
O dia pra vadiar
Um mar que não tem tamanho
E um arco-íris no ar
Depois na praia Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E uma esteira de vime
Beber uma água de côco
É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha
E com olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda a rodar
É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
É o diz-que-diz-que maçio
Que brota dos coqueirais
E nos espãos serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapuã
É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Conclusão: É bom ser eclético!
segunda-feira, agosto 29, 2005
Às vezes também sabe bem parar...
domingo, agosto 28, 2005
A vida que renasce...

O vento nos cabelos... as ideias mais soltas e etéreas. Depois a voragem incontida dos kilómetros. O contraste do vermelho com o negrume da estrada... Até chegar ao destino. O cessar do ronco do motor num estertor final... um gesto amigo de quem nos reconheceu. O carinho... O bem-estar, a satisfação de ter viajado, adicionada à de chegar... Palavras que se trocam, efusivas... A vida que renasce, enfim, que se renova...
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